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Ministério Público pede redução de penas dos condenados pelo roubo à empresa Brinks, no Recife

O parecer pede a redução das penas de dois dos cinco condenados.

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Publicado em 29/07/2021 às 11:30
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Bobby Fabisak/JC Imagem
FOTO: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Um parecer entregue pelo Ministério Público Estado à Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) pode reduzir as penas de dois dos cinco homens condenados pela explosão e roubo milionário da sede da empresa Brinks Segurança e Transporte de Valores, no bairro da Estância, no Recife. O crime foi registrado no dia 21 de fevereiro de 2017 e o parecer analisa recurso interposto pelas defesas dos acusados.

O grupo foi condenado em 2019 pelos crimes de roubo mediante grave violência, com concurso de pessoas e emprego de armas de fogo, e por organização criminosa. As penas foram as seguintes: Willames Aguiar Silva, considerado um dos líderes, pegou 20 anos de prisão e 60 dias-multa; Júlio César Oliveira de Andrade recebeu 16 anos e oito meses de prisão, além de 60 dias-multa; Bruno Rafael Félix da Silva, 18 anos e três meses de prisão, além de 60 dias-multa; Gleison Silva da Hora, 16 anos e oito meses de prisão, além de 60 dias-multa; Rodrigo Anderson Gomes de Souza, 13 anos e seis meses de prisão, além de 60 dias-multa. 

Em seu parecer, o Ministério Público foi favorável à redução das penas de Willames e de Gleison. O desembargador Marco Antônio Cabral Maggi, que é relator do recurso, deverá revisar as penas. 

Relembre o caso

Os criminosos armados com fuzis, metralhadoras, pistolas e explosivos invadiram e roubaram a sede da Brinks no Recife em uma ação planejada. Eles atiraram contra a guarita de segurança da empresa, em direção aos vigilantes, e em seguida explodiram a sede da empresa.

Os explosivos chegaram a destruir os muros laterais da empresa. Como estratégia, os criminosos bloquearam as vias da cidade com ao menos sete carros queimados, para dificultar o trabalho da polícia. Antes da fuga, houve ainda troca de tiros com policiais. Em depoimento, o delegado João Gustado Godoy confirmou que R$ 12 milhões foram roubados.

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