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Após três anos alegando fraude nas eleições, Bolsonaro utiliza fake news para provar supostas irregularidades

As "provas" apresentadas reuniram fake news e vídeos descontextualizados.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 30/07/2021 às 7:35
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Na última quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro realizou uma live nas redes sociais apresentando supostas "provas" de que as eleições de 2014 e 2018 teriam sido fraudadas por irregularidades nas urnas eletrônicas. No entanto, o que internautas puderam conferir foi a exibição de fake news e vídeos descontextualizados que circulam há anos na internet.

Na transmissão, Bolsonaro apresentou uma análise sobre a apuração dos votos da eleição presidencial e levou um "analista de inteligência" para exibir vídeos e recortes que não comprovaram nenhuma das afirmações feitas pelo presidente. 

Apresentação dos dados

Os primeiros 40 minutos da live foram dedicados a ataques aos opositores e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. "É justo quem tirou Lula da cadeia, quem o tornou elegível, ser o mesmo que vai contar o voto numa sala secreta no TSE?", perguntou em um momento.

Quando foi a vez do analista apresentar as supostas provas, a primeira delas foi um vídeo amplamente desmentido por serviços de checagem de fatos ainda em 2018. Nas imagens, um homem, que afirma ser desenvolvedor de sistemas, apresenta um "simulador simplificado da urna eletrônica". No entanto, o programa que ele mostra no computador não tem relação com o sistema utilizado pelo TSE desde 1996.

Outros vídeos também foram apresentados, como um que mostra uma urna que supostamente não aceitava número que identificava Jair Bolsonaro. No entanto, o presidente não falou quais locais de votação isso aconteceu nem informou se os fatos foram realmente apurados.

Outros dados ainda foram apresentados com o objetivo de comprovar divergências na apuração. Após três anos alegando fraudes nas urnas eletrônicas, o presidente encerrou a transmissão ao vivo sem apresentar provas concretas do que ele defende. 

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