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"Não está caro", diz Bolsonaro sobre preço do gás de cozinha e sugere venda direta das distribuidoras

O presidente aproveitou a live, transmitida nas redes sociais, para criticar os governadores por não zerarem o ICMS.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 20/08/2021 às 11:25
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Na última quinta-feira (19), durante sua live semanal transmitida nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) argumentou que o gás de cozinha no Brasil "não está caro". O chefe do Executivo sugeriu um novo formato para a venda do gás, a partir da venda direta nas distribuidoras, com o objetivo de reduzir o preço do botijão. 

“O gás de cozinha está caro, Major Vitor Hugo? Está caro, né? R$ 130, em média. Está caro? Está caro. Mas vou falar o contrário. Não está caro. Custa R$ 45 lá quando ele é engarrafado. Tem impostos. Eu zerei imposto federal. Nós arranjamos uma fonte compensadora. E o que aconteceu? O gás de cozinha, que custa R$ 45 sem imposto federal, tem o ICMS, o frete e a margem de lucro do pessoal que vende”, disse o presidente.

Críticas à cobrança do ICMS

Durante a live, Bolsonaro aproveitou para criticar os governadores e pediu para que eles zerem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O presidente citou ainda a iniciativa do governador de São Paulo, João Doria, que criou o "vale-gás".

"Acho que, em vez do vale-gás, se zerar o imposto estadual ICMS. Vai ser excelente. Sabe por quê? Porque nós podemos começar a tratar da venda direta do botijão de gás, a exemplo do etanol. Você pode pegar o teu caminhãozinho para tua comunidade ali. Uma vez por mês, teu caminhãozinho vai lá e compra 100 botijões de gás", afirmou Bolsonaro. "Pode ter certeza: no máximo R$ 60 vai ficar o valor do botijão de gás. No máximo! Metade do preço atual", completou.

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