em Santa Catarina

Três irmãos morrem com Covid-19 com 8 dias de intervalo após recusarem tomar vacina

Denilde, Valdir e Deneci Carboni chegaram a ser procurados por agentes de saúde na própria casa, mas recusaram receber o imunizante.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 23/09/2021 às 8:48
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Reprodução/Facebook/Arquivo pessoal
Denilde, Valdir e Deneci Carboni morreram com Covid-19 - FOTO: Reprodução/Facebook/Arquivo pessoal
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Os irmãos Deneci, Valdir e Denilde, naturais da cidade de São João do Sul, no sul de Santa Catarina, morreram após lutar contra a Covid-19. Os três haviam se recusado a receber o imunizante contra a doença e acenderam o sinal de alerta na família.

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A última a morrer foi Deneci Carboni Pedro, de 51 anos, que faleceu na última terça-feira (22), após 21 dias internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Seus irmãos Valdir e Denilde, de 49 e 52 anos, morreram no dia 13 de setembro.

"Elas [Deneci e Denilde] não quiseram a vacina por falta de informação, falta de divulgação dos motivos para tomar. Como tinham diabetes, elas tinham medo de tomar e complicar a saúde delas", contou Altair Carboni Pedro, de 55 anos, em entrevista ao UOL. Ele contou que o irmão Valdir não tomou a vacina porque precisava trabalhar: "Ele, inclusive, foi o primeiro a falecer".

Os três irmãos moravam na Vila de Santa Catarina, comunidade rural de São João do Sul, em Santa Catarina. Eles residiam próximos uns dos outros e além de se infectarem acabaram infectando outros 12 familiares, de acordo com Altair. No fim do mês de agosto, os irmãos foram transferidos para UTIs de um hospital da cidade de Sombrio.

Valdir foi último a ser internado e o primeiro a vir a óbito, às 5h da manhã de 13 de setembro. Denilde morreu às 14h30, enquanto a família se preparava para sepultar o irmão dela, enquanto Deneci morreu dias depois. 

Tentativas de imunização

De acordo com a secretária de saúde em São João do Sul, Rejane Elíbio, equipes de saúde realizaram busca ativa dos residentes da cidade que não tinham se vacinado. A faixa etária deles começou a receber as doses ainda em junho. "Nós buscamos, disponibilizamos a vacina nos finais de semana. Mas é uma escolha muito pessoal", disse ao UOL.

"Essas pessoas não fizeram a [imunização da] vacina. Eles escolheram. [...] Então foram contaminadas. Não só eles, mas outras pessoas da família também", afirmou Rejane Elíbio.

*Com informações do UOL

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