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H3N2: "Situação provocada pela influenza já é pior que a 1ª onda da covid-19", diz secretário de Saúde de Pernambuco

Na última quarta-feira (05) o Estado alcançou um recorde diário de atendimento hospitalar

Gabriela Luna
Gabriela Luna
Publicado em 07/01/2022 às 9:03
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Hélia Scheppa/SEI
Leitos de UTI para pacientes infectados com a covid-19 - FOTO: Hélia Scheppa/SEI
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Em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (6), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, falou sobre a preocupação como aumento de casos de gripe H3N2 no Estado. Segundo ele, o governo alcançou, na última quarta-feira (5), um recorde diário de atendimento hospitalar.

"Estamos vivendo a fase de aceleração epidêmica, que gera um número muito grande de casos, numa velocidade muito intensa. Isso faz com que o sistema de saúde demore um tempo para se adaptar, por mais leito que a gente abra.”, destacou o secretário.

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Vacinada contra o coronavírus, em sua maioria, a população a partir dos 60 anos, agora representa 64% dos pacientes que estão em leito público de terapia intensiva (UTI) ou de enfermaria. Dos 516 casos de srag confirmados por influenza A em Pernambuco, 67% estão nessa faixa etária, assim como 60% dos 38 óbitos por gripe. Já quando analisados os casos totais por H3N2, mais de 65% são na população entre 20 e 49 anos.

Ainda segundo André Longo, na última semana de 2021, a epidemia de gripe começou a ganhar maior impulso. "A situação provocada pela influenza já é pior que a primeira onda da covid-19, em 2020, em volume de infecções.", afirmou.

Ao longo da coletiva de imprensa, o secretário destacou a importância da imunização e da testagem contra o coronavírus. "Precisamos sempre reforçar a necessidade da vacinação contra a covid-19, especialmente a dose de reforço. Esse aumento nos casos de influenza só nos revela e ratifica a importância da imunização.", disse.

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