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Pesquisa aponta que consumir cerveja pode aumentar chances de contrair Covid-19

O mesmo estudo aponta que pessoas que consomem muito vinho tem menos riscos de infecção

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 01/02/2022 às 8:05
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Cerveja vai pesar no bolso dos brejeiros. - FOTO: Divulgação
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Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital Shenzhen Kangning, na China, aponta que o consumo de cerveja pode estar diretamente associado ao risco de contrair Covid-19. Por outro lado, a mesma pesquisa conclui que o consumo de vinho tinto diminui o risco de contrair a doença.

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A pesquisa contou com a participação de 473.957 pessoas. Dessas, cerca 16.559 testaram positivo para Covid-19. O resultado das análises concluiu que o consumo de cerveja ou cidra,  independentemente da quantidade ou frequência ingerida, aumentou o risco dessas pessoas serem infectadas pelo coronavírus.

Os pesquisadores destacaram ainda que a ingestão frequente de destilados, o que seria uma média de cinco ou mais copos por semana, também aumenta o risco de infecção. Entretanto, pessoas que consomem muito vinho tinto, vinho branco e champanhe apresentam um risco menor de infecção. 

 

Os dados mostram ainda que o consumo de álcool acima das diretrizes estipuladas pelos pesquisadores aumenta em até 12% as chances de contrair a Covid-19, em comparação às pessoas que não fazem ingestão de bebidas alcoólicas.

Dados da pesquisa

Os pesquisadores montaram o seguinte esquema para considerar as diretrizes:

• 1 litro de cerveja ou cidra corresponde a 2 unidades;
• 1 taça de vinho padrão corresponde a 2 unidades;
• 1 shot de destilado corresponde a 1 unidade.

Os consumidores foram separados em quatro grupos:

• Quem não consome álcool;
• Dentro das diretrizes, aqueles que consomem até 14 unidades semanais;
• Acima das diretrizes recomendadas, que consomem entre 14 e 28 unidades por semana;
• Duas vezes acima das diretrizes, que consomem mais de 28 unidades por semana.

"O consumo de cerveja e cidra não é recomendado durante as epidemias. As orientações de saúde pública devem se concentrar na redução do risco de Covid-19, defendendo hábitos de vida saudáveis e políticas preferenciais entre os consumidores de cerveja e cidra”, escrevem os autores em trecho da pesquisa publicada.

*Com informações do Olhar Digital

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