'Está tudo documentado': diz Cid sobre escândalo das joias
Troca de mensagens revelam esquema
Ao tomar ciência da descoberta do colar e brincos com diamantes oferecidos pelo governo saudita à Presidência do Brasil, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enviou uma mensagem ao advogado e ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten em 3 de março deste ano, destacando que "o pior é que está tudo documentado".
No diálogo de WhatsApp entre os dois, obtido exclusivamente pela coluna da jornalista Juliana Dal Piva no Portal Uol, Cid compartilhou a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou que as peças, avaliadas em cerca de R$ 5 milhões, foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos em 2021 com um assessor do ex-ministro de Minas Bento Albuquerque.
A reportagem também mencionava que o ex-presidente tentou recuperar os itens antes de viajar para os EUA em dezembro de 2022.
Ao receber a reportagem de Cid, Wajngarten comentou com o militar: "Eu nunca vi tanta gente ignorante na minha vida." No entanto, o diálogo não esclarece a quem o advogado estava se referindo.
Cid então respondeu a Wajngarten: "Difícil mesmo. O pior é que está tudo documentado." Em seguida, o advogado perguntou: "Documentado como? Por favor, explique-me." Cid enviou várias mensagens como resposta.
No entanto, Cid posteriormente apagou as mensagens, e o arquivo visualizado pela coluna não permitiu identificar o conteúdo das mensagens apagadas.
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No diálogo de WhatsApp entre os dois, obtido exclusivamente pelo portal Uol, Cid compartilhou a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou que as peças, avaliadas em cerca de R$ 5 milhões, foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos em 2021 com um assessor do ex-ministro de Minas Bento Albuquerque.
A reportagem também mencionava que o ex-presidente tentou recuperar os itens antes de viajar para os EUA em dezembro de 2022.