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Praça dos Três Poderes passará por revitalização e restauração de monumentos

Projetada por Oscar Niemeyer, praça é declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco

Cadastrado por

Rodrigo Fernandes

Publicado em 23/04/2024 às 7:02
Palácio do STF integra a Praça dos Três Poderes, em Brasília - DIVULGAÇÃO/STF

O ministério da Cultura anunciou na última segunda-feira (22) que a Praça dos Três Poderes, no coração de Brasília, vai passar por uma restauração. O edital de licitação para contratação do projeto foi lançado ontem por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a praça abriga os edifícios-sedes dos Três Poderes da República: o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo; o Supremo Tribunal Federal (STF), sede da Judiciário; e o Congresso Nacional, sede do Legislativo.

O projeto de restauração deverá incluir:

Na primeira fase, o projeto deve custar R$ 993 mil, financiado com recursos públicos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Seleções. Outro valor para a realização da obra ainda será estipulado, a depender do projeto vencedor.

Obras restauradas

Monumentos e obras de arte da Praça dos Três Poderes também serão restaurados. São eles:

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou a importância do espaço que integra a estrutura central de Brasília, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade em 1987, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

"Essa praça é um tesouro, é a mais importante do país e precisa [da restauração], porque ela tem várias coisas a serem reformadas, como a questão do piso, algumas áreas não alinhadas, a iluminação e outras necessidades de reformas. E a degradação, depois do 8 de janeiro [2023]”, lembrou Margareth Menezes, em referência ao ataque e invasão das sedes.

8 de janeiro

Nos atos de 8 de janeiro de 2023, vândalos arrancaram pedras portuguesas do piso e as arremessaram contra os monumentos, placas do local e vidraças dos prédios públicos.

O presidente do Iphan, Leandro Grass, citou a retirada das grades que cercavam a praça, ocorrida em fevereiro deste ano. O gesto foi tido como uma reaproximação e volta à normalidade democrática.

"As grades também sinalizavam um pouco esse afastamento e trouxeram a necessidade de a gente fazer o movimento contrário. Com essa retirada, a gente quer o povo aqui. Então, restaurar a praça é também restaurar a autoestima do povo de Brasília, de todos os brasileiros e restauro do sentido daquele lugar, que tem que ser da ocupação cultural e da ocupação social”, ressalta Grass.

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