Ministério da Saúde

Mandetta não aceita demissão de secretário de Vigilância em Saúde

Wanderson de Oliveira deve continuar no cargo até a saída do ministro

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 16/04/2020 às 11:04
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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não aceitou o pedido de demissão do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, e anunciou nessa quarta-feira (15) que ele continuará no cargo. "Nós [ele e sua equipe] entramos juntos e vamos sair juntos", declarou Mandetta, durante coletiva de imprensa para atualizar os dados da pandemia de coronavírus (covid-19), no Palácio do Planalto.

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O secretário, que também participava da entrevista coletiva, contou que não pediu demissão diretamente ao ministro e havia conversado com a equipe. "Vamos nos preparar para sair juntos com o ministro Mandetta. Este processo vem sendo discutido há algumas semanas. Chega um ponto que estamos entendendo que vários dos processos estão bem adiantados. Esta etapa agora da emergência é muito mais da assistência do que da vigilância. Mas não vou deixar o ministro e estamos juntos", garantiu.

A saída de Mandetta do ministério é alvo de especulações há algumas semanas, após discordâncias entre ele o presidente da República, Jair Bolsonaro. Bolsonaro chegou a dizer, sem citar nomes, que "algo subiu à cabeça" de pessoas do governo e que a hora de quem está "se achando" vai chegar.

Ainda na coletiva, o ministro disse que a situação de "descompasso" já é pública. Ele contou ainda que recebeu consultas de pessoas que estão sendo sondadas pelo governo para substituí-lo. Desde o início da crise, Mandetta diz que só sairá da pasta por decisão do presidente, ou depois do fim da pandemia.

"Parece que eu sou contra o presidente, mas não. São visões diferentes do mesmo problema. Ninguém é dono da verdade. Eu não sou. Temos um conjunto de informações que nos levam a ter conduta de cautela", declarou.

Balanço da gestão

Mandetta fez uma espécie de balanço da gestão e ressaltou que o ministério fez um "trabalho elogiado" por órgãos como Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial. Ele avaliou que o trabalho do ministério foi "bem" e contribuiu, juntamente com outros gestores e com a sociedade, para "achatar a curva" do contágio do coronavírus.

*Com informações da Agência Brasil

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