Orçamento

Auxílio emergencial: governo não vai fazer nenhuma maluquice, diz presidente da Caixa

Governo pediu suplementação orçamentária para conseguir pagar primeira parcela

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 24/04/2020 às 12:27
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O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, disse que "o governo não vai fazer nenhuma maluquice" com relação ao pagamento do auxílio emergencial. A declaração foi dada em live ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro.

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Guimarães se referia à suplementação orçamentária solicitada ao Ministério da Economia para realizar o pagamento, já que houve um número de informais cadastrados superior ao que era esperado. "Não haverá nenhuma chance de a gente pagar sem o orçamento estar 100% aprovado", declarou o presidente da Caixa.

O recurso disponível para cada um das três parcelas é de R$ 32,7 bilhões. Porém, destes, R$ 31,3 bilhões já foram transferidos, mas ainda há 12 milhões de cadastros a serem avaliados para a primeira parcela.

"Teve muita gente que tinha emprego, era servidor público, tinha renda e não se enquadra, aí foi lá para dar um tiro. Ou até não foi de má fé, foi achando que tinha direito. A gente lamenta", afirmou o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Calendário de pagamento

Em nota, o Ministério da Cidadania afirmou que "por fatores legais e orçamentários, pelo alto número de requerentes que ainda estão em análise", o órgão estaria "impedido legalmente" de fazer a antecipação da segunda parcela do auxílio emergencial.

O ministério informou que após a definição da suplementação orçamentária a ser feita pela Economia, o atendimento da primeira parcela será atendido e o calendário da segunda, anunciado. De acordo com Bolsonaro, a segunda parcela deverá ser paga antes de 30 dias do pagamento da primeira.

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