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Ação solidária doa mil refeições para caminhoneiros em Arcoverde

"Parada Solidária" foi desenvolvida para ajudar os motoristas enquanto restaurantes estão fechados

A "Parada Solidária" foi desenvolvida para ajudar motoristas enquanto restaurantes estão fechados
A "Parada Solidária" foi desenvolvida para ajudar motoristas enquanto restaurantes estão fechados (Divulgação)

Devido ao fechamento de grande parte dos estabelecimentos comerciais em Pernambuco, decorrente do risco de contaminação pelo novo coronavírus, os caminhoneiros não estão encontrando locais para fazer as refeições abertos. Sensível à situação desses trabalhadores, a Rede de Postos Cruzeiro encontrou uma maneira de minimizar os impactos do distanciamento social para essas pessoas e decidiu doar mil refeições no Restaurante Cruzeiro.

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A ação, chamada de "Parada Solidária", teve início no dia 7 de abril e seguiu até o dia 17 do mesmo mês. O restaurante onde foram servidas as refeições também pertence ao Grupo Cruzeiro e fica localizado na altura do quilômetro 259 da BR-232, em Arcoverde, no Sertão do Estado.

A Parada Solidária seguiu de acordo com um regulamento que determinava que o almoço deveria ser servido das 11h30 às 14h, apenas no Restaurante Cruzeiro, devendo ser consumido no local e apenas para motoristas que estavam em jornada de trabalho.

Seguindo as orientações para manter o distanciamento, o acesso foi limitado por vez, através de pulseiras, para não acarretar em aglomeração no local, e todos os caminhoneiros precisavam higienizar corretamente as mãos ao entrar no restaurante. Na ação, foram servidas até 100 refeições por dia.

O empresário Airon Duarte, presidente do Grupo Cruzeiro, diz que os caminhoneiros já tiveram muitas dificuldades e que essa é uma categoria da qual os brasileiros precisam muito. Ele disse ainda que está disposto a ajudar naquilo que for possível para reduzir as dificuldades enfrentadas pela classe durante esse período. Ele revela ainda que é grato a Deus por poder ser útil no enfrentamento à pandemia.

O caminhoneiro José Arnaldo disse que a situação estava muito difícil para eles, e que se tivessem mais apoio, como o oferecido pela Parada Solidária, seria mais fácil. O caminhoneiro Moisés Gomes também deseja que a ação seja um exemplo para os demais.