Caso Miguel

MPPE instaura inquérito contra prefeito após mãe de Miguel constar como contratada de Tamandaré

Mirtes Renata trabalhava como empregada doméstica no apartamento do prefeito Sérgio Hacker

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Publicado em 06/06/2020 às 10:55
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A Promotoria de Justiça de Tamandaré instaurou, nessa sexta-feira (5), um inquérito civil para apurar possível prática de improbidade administrativa do prefeito Sérgio Hacker, após a divulgação de que Mirtes Renata Santana de Souza, mãe do menino Miguel Otávio, figura como funcionária da prefeitura.

Mirtes trabalhava como empregada em um apartamento de um condomínio no Recife, conhecido como Torres Gêmeas. Miguel caiu do nono andar desse condomínio na última terça-feira (2). A ex-patroa de Mirtes, Sari Hacker, esposa do prefeito, deixou o menino sozinho dentro do elevador antes de ele sair quatro andares acima e cair.

O MPPE constatou que Mirtes Renata figura na folha de pagamento do município desde fevereiro de 2017.

A Promotoria de Justiça expediu ofício requisitando à chefia de gabinete da Prefeitura que informe dados funcionais sobre a servidora, como cargo, função, método de controle de ponto, local de lotação.

Uma nota enviada à imprensa pela Prefeitura de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, afirma que o prefeito do município, Sérgio Hacker (PSB), está "profundamente abalado" pela morte do menino Miguel Otávio Santana Silva. "A Prefeitura de Tamandaré, por meio de sua assessoria de imprensa, comunica que o Prefeito de Tamandaré/PE, Sérgio Hacker Corte Real, se encontra profundamente abalado pelo fato já noticiado pela imprensa (lamentável perda do pequeno Miguel), e que no momento próprio e de forma oficial, prestará as informações aos órgãos competentes", diz o texto.

Relembre o caso

Miguel morreu na última terça-feira (2) após cair de uma altura de 35 metros do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassau (Torres Gêmeas), no bairro São José, na área central do Recife. Segundo as investigações da Polícia Civil, o menino entrou no elevador do prédio e foi sozinho até o 9º andar, onde escalou uma grade e caiu de uma altura de 35 metros. Ele estava no apartamento com a patroa da mãe dele e uma manicure.

A mãe dele desceu para passear com o cachorro da patroa. A criança quis ir junto com a mãe, mas foi contido pela dona do apartamento. O menino tentou escapar novamente e a moradora o deixou ir para o elevador sozinho. A patroa da mãe de Miguel viu quando a criança entrou no elevador e não a impediu de andar sozinha.

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