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Idosas que tiveram corpos trocados são enterradas pelas famílias certas em Caruaru

Uma delas chegou a ter o corpo sepultado por outra família

Hospital Regional do Agreste HRA
Hospital Regional do Agreste (HRA) (Reprodução/SES)

Após uma troca de corpos no Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, as duas idosas foram sepultadas pelas famílias corretas nesta quarta-feira (1º). Os corpos de Angelita Petronila de Carvalho, 96 anos, que morreu na segunda (29) por problemas de saúde decorrentes da idade, e de Maria Consuelo Rodrigues Vieira, 61 anos, que faleceu com suspeita de coronavírus, foram trocados.

A confusão foi descoberta quando o neto de Angelita foi reconhecer o corpo da avó, e percebeu que se tratava de outra mulher, que havia morrido um dia antes com suspeita de coronavírus, e por isto precisava ser enterrada com urgência, com o caixão lacrado. O problema foi que no lugar do corpo dela, estava o de Angelita, que foi sepultado pela outra família.

Depois que a situação dos corpos trocados foi resolvida, o corpo de Angelita Petronila de Carvalho foi sepultado no Cemitério de Malhada de Pedra, na zona rural. Já o de Maria Consuelo foi enterrado no Cemitério Dom Bosco.

Ainda na terça (30), a direção do HRA, informou, através de nota, que lamenta o ocorrido e disse que a situação está sendo apurada a partir de uma sindicância para detectar as falhas, apontar os culpados e evitar que situações como essa aconteçam novamente. Ainda na nota, a direção disse que está à disposição dos familiares e das autoridades para os devidos esclarecimentos.

Caso parecido em Palmares

Um caso parecido aconteceu em maio em outra unidade de saúde. Duas idosas com o mesmo nome, Helena Maria da Silva, morreram no Hospital Regional de Palmares, na Zona da Mata Sul, vítimas de síndrome respiratória. Porém, após o enterro de uma delas, no distrito de Cruzes, em Panelas, no Agreste, a família recebeu uma ligação de que o corpo da parente ainda estava no hospital. Foi quando a confusão foi descoberta: os corpos tinham sido trocados.

Em vez de enterrar o corpo de Helena de Panelas, de 74 anos, a família havia enterrado o corpo da outra Helena, que morava em Cortês, na Zona da Mata, e tinha 87 anos. Como havia a suspeita do novo coronavírus em uma das pacientes, o caixão foi fechado e os parentes não puderam fazer o velório. Só depois descobriram que o corpo foi trocado.