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Defesa de Thiago Nunes diz que vê prisão preventiva do prefeito como "medida desproporcional"

Prefeito e vice prefeito de Agrestina foram presos por suspeita de fraude em licitação

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Publicado em 11/09/2020 às 10:02
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A defesa do prefeito de Agrestina, Thiago Nunes, preso durante operação "Pescaria" da Polícia Federal na manhã dessa quinta-feira (10), disse que entende a prisão preventiva do gestor como uma "medida desproporcional". Thiago Nunes e o vice José Pedro da Silva, conhecido como Zito da Barra, foram detidos suspeitos de fraude em licitação.

As prisões ocorreram durante a 3ª fase da operação, deflagrada para dar continuidade às ações iniciadas em 2018 para desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos na Prefeitura do município.

Em nota, a defesa de Thiago Nunes disse que o prefeito nunca havia sido intimado a prestar qualquer esclarecimento no interesse da investigação. Além disso, também informou que o escritório não teve acesso aos autos da investigação. Leia a nota:

"Por meio de nota, o escritório responsável pela defesa do prefeito de Agrestina/PE, Thiago Nunes, informa que ainda não obteve acesso aos autos da investigação em trâmite perante o tribunal regional federal da 5ª região. Por este motivo, reserva-se a não se pronunciar, por enquanto, sobre o caso em específico, antecipando apenas que entende a prisão preventiva do prefeito como medida desproporcional, já que o prefeito nunca havia sido intimado para prestar qualquer esclarecimento no interesse da investigação".

Quatro suspeitos que foram detidos durante a operação foram encaminhados para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, no Agreste do estado. Em nota, a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) informou que todos estão em segurança e com a integridade física preservada. Veja a nota completa:

"A Secretaria Executiva de Ressocialização informa que chegaram, nesta quinta (10), na penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, quatro pessoas presas na terceira fase da Operação Pescaria. Todos estão em segurança com a sua integridade física preservada".

Sobre a operação:

Thiago Nunes e Zito da Barra foram presos por suspeita de fraude em licitação. O prefeito foi levado para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, também no Agreste.

Segundo informações divulgadas pela PF, as vantagens ilícitas eram recebidas por meio da contratação fraudulenta de empresa de “fachada”, com recursos vindos de verbas federais. Na operação, foram investigadas a lavagem dos lucros ilicitamente recebidos pela organização criminosa, através da conta bancária de titularidade de um “laranja” ligado ao grupo.

Estão sendo investigadas as suspeitas de crimes de Organização Criminosa, Peculato, Falsidade Ideológica e Lavagem de Dinheiro. A ação contou com a participação de 70 policiais, além de servidores da Controladoria-Geral da União.

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