Política

Presidente da Câmara de Agrestina, Gordo de Zelito, deve assumir prefeitura após prisão do prefeito

Ele precisou abdicar da candidatura nas eleições de novembro

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 12/09/2020 às 8:18
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O presidente da Câmara Municipal de Agrestina, Adilson Tavares das Neves, conhecido como Gordo de Zelito, deverá assumir a prefeitura após a prisão do prefeito Thiago Nunes na última quinta-feira (10), dentro da terceira fase da operação Pescaria, da Polícia Federal. A PF apura o funcionamento de um suposto esquema de fraudes em licitação, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos na ordem de R$ 5 milhões.

A Câmara foi comunicada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) na última quinta-feira (10) do afastamento cautelar, por 120 dias, do prefeito; do vice-prefeito, José Pedro da Silva (Zito da Barra); e do secretário de Administração, Márcio Elson Rodrigues Patrício. Todos eles estão proibidos de ter acesso às dependências da Prefeitura de Agrestina neste período.

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Para assumir a prefeitura, Gordo de Zelito teve que abdicar da candidatura de vereador nas eleições de novembro, uma vez que não há tempo hábil para reverter a decisão judicial até o dia da convenção partidária. "Na segunda-feira nós vamos dar ciência ao corpo todo da Câmara de Vereadores, temos uma reunião com o promotor da comarca exatamente para traçar essa linha de posse do presidente da Câmara, mas ele já decidiu que vai assumir o município. Nós vamos convocar uma reunião extraordinária, porque estamos de recesso legislativo, para declarar os cargos vagos do prefeito e do vice e já designar a posse do presidente da Câmara como prefeito interino pelos 120 dias", explicou a advogada da Casa Legislativa, Ana Carolina.

De acordo com o TRF-5, a prisão preventiva do prefeito e do vice teve como fundamento "a garantia da ordem pública e da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal". Além do prefeito, do vice e do secretário, dois empresários foram presos. A organização criminosa investigada seria composta por servidores públicos, empresários e particulares, especializada na contratação de empresas de fachada com verbas federais, mediante frustração da competitividade do processo licitatório.

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Apreensões

Durante a operação, foram apreendidos R$ 110 mil em espécie e R$ 100 mil em cheques, além de vários veículos, entre eles uma BMW avaliada em R$ 400 mil. Segundo a Polícia Federal, estão sendo investigados os crimes de de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os presos foram levados para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza e para a Colônia Penal Feminina.

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