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UFRPE cria instituto voltado aos cuidados com infância a velhice em homenagem ao menino Miguel

Mirtes Renata, mãe de Miguel, participará das atividades do Instituto

 Miguel Otávio Santana da Silva morreu aos 5 anos de idade
Miguel Otávio Santana da Silva morreu aos 5 anos de idade ( Alex Oliveira/JC Imagem)

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) criou um instituto voltado para os cuidados da infância a velhice em homenagem ao menino Miguel Otávio, de 5 anos, que morreu após cair do 9º andar de um edifício de luxo no Recife, depois de ser deixado sozinho em um elevador pela patroa da mãe dele.

O instituto foi intitulado "Menino Miguel" e será inaugurado em outubro. Ele reunirá a Escola de Conselhos, os Núcleos do Cuidado Humano e de Envelhecimento, além do Observatório da Família durante a primeira etapa. Mirtes Renata, a mãe de Miguel, participará das atividades do Instituto.

"Acreditamos que a família é uma experiência. Quando se nasce, se nasce em meio à uma história, sociedade, cultura, classe e cor. Temos uma sociedade tão violenta e desigual que chega a ser indigesta. E isso não pode ser naturalizado. Sabemos que o Miguel é único, mas que a sua experiência não é individual. Ela é a experiência de vários outros que tem a sua chance de ser e existir limitada pela desigualdade”, explica a coordenadora do Observatória da Família, Raquel Uchoa.

Segundo o coordenador do Instituto Menino Miguel, professor Humberto Miranda, o Instituto permite que a universidade mantenha a memória do menino Miguel sempre viva. “Essa memória não deve ser apagada, pois, assim como Miguel, Mirtes e Marta, há outras crianças, mães e avós que precisam ser escutadas. Dessa forma, Miguel vive”, afirma.

Música em memória do menino

A cantora Adriana Calcanhotto fez uma música em memória de Miguel com o título "Dois de Junho". A música será lançada nesta quinta-feira (18) e os direitos autorais vão ser doados para o Instituto.