Pelo menos 24 pessoas morrem por falta de oxigênio no Amazonas e Pará

Crise se alastra pelos municípios do interior
Laís Milena
Publicado em 20/01/2021 às 16:03
Os cilindros de oxigênio foram recuperados pela polícia em Manaus Foto: Divulgação/Governo do Amazonas


Ao menos sete pessoas da mesma família morreram asfixiadas entre a segunda-feira (18) e a terça-feira (19) no município de Faro, no Pará. A unidade de saúde onde elas foram atendidas não tinham cilindros de oxigênio. A cidade fica localizada na divisa com o estado do Amazonas, que vem sofrendo com a falta de oxigênio e a superlotação nas unidades de saúde.

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Na última semana, o Pará proibiu a circulação de embarcações vindas do Amazonas. A Secretaria de Saúde Pública do estado informou ser de responsabilidade das prefeituras a manutenção de contratos e a aquisição do oxigênio. Também foi informada a distribuição de 159 cilindros para a região.

Outras 18 pessoas morreram sem ar em três cidades amazonenses, segundo governos locais e o Ministério Público. De acordo com as prefeituras e os médicos já são 35 óbitos. Os municípios do interior do Pará e do Amazonas chegaram a pedir ajuda para transferir os pacientes. 

Em Coari, no Amazonas, foram confirmados sete óbitos entre o domingo (17) para segunda (18) por falta de oxigênio no hospital regional. A prefeitura da cidade acusou o Estado de reter 200 cilindros. O governo estadual afirma que ouve atrasos no envio e entrega do oxigênio por causa da logística. Segundo o Ministério Público, as outras mortes por asfixia foram em Manacapuru (7) e Itacoatiara (4),em Manaus, não há dados oficiais.

Falta de oxigênio

Desde da quinta-feira (14) quando explodiu a crise da falta de oxigênio no Amazonas, o Governo Federal, os governadores de ouros estados e a Venezuela enviaram cilindros para o estado. O estado não está conseguindo suprir os pedidos de internação e a demanda de oxigênio, que se iniciou na capital e já é uma realidade do interior. 

Moradores e profissionais da saúde relatam o revezamento dos cilindros e a diminuição da quantidade disponibilizada para cada paciente, na tentativa de tentar salvar o máximo de vidas. Além da falta de leitos disponíveis, com os doentes rodando a cidade em busca de atendimento.

 * Com informações do JC Online

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