Saúde

Covid-19: Mourão diz que a única saída é vacinar todo mundo

Vice-presidente afirmou que cada governador e prefeito deve tomar as medidas que considerar necessárias para evitar colapso na saúde

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Publicado em 01/03/2021 às 18:06
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Antonio Cruz/ Agência Brasil
FOTO: Antonio Cruz/ Agência Brasil
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O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira (1º), que a única forma de conter a pandemia da Covid-19 é vacinar a população. Com a alta de casos e mortes pelo coronavírus, na visão do vice-presidente, outras ações são "paliativas". Ele ainda disse que governadores e prefeitos devem tomar as medidas que julgarem necessárias para impedir a disseminação do vírus.

"A única saída é vacinar todo mundo. O resto todo é paliativo. A saída é a gente conseguir ir vacinando todos e consequentemente nós teremos condições de ter uma vida normal", disse Mourão, ao chegar no Palácio do Planalto.

Ele também ressaltou que o sistema de saúde brasileiro sempre apresentou falta de leitos e avaliou que cada governador ou prefeito pode tomar as medidas que considerar necessárias para evitar um colapso. Nas últimas semanas, gestores locais anunciaram medidas mais duras para conter o avanço da Covid-19, como fechamento de atividades não essenciais e a suspensão de aulas presenciais.

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"Desde o começo a preocupação foi que a gente conseguisse manter a doença dentro da capacidade dos sistema de saúde. Cada gestor, seja governador, seja prefeito, ele toma as medidas que julgar necessária para impedir que a doença se alastre e ele não tenha condições de tratar as pessoas", afirmou.

No sábado (27), a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar aos estados de São Paulo, Maranhão e Bahia contra o governo federal. A ação prevê que a União retome o custeio de leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19.

Mourão criticou ainda parte da população que não está seguindo as orientações contra aglomerações. "Tem uma parcela da população que não consegue ficar dentro de casa, não aguenta ficar dentro de casa. Tem a turma jovem que vai para festa, aí fica todo mundo aglomerado na festa, depois encontra o pai, a mãe, o avô, a avó. O mais novo na maioria das vezes não tem sintoma, mas ele continua transmitindo", falou. 

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