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Médico preso por importunação sexual em Caruaru recebe ordem de Habeas Corpus

O advogado de defesa alega que os procedimentos médicos realizados pelo profissional foram lícitos.

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Publicado em 30/03/2021 às 12:20
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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O advogado de defesa do médico preso por importunação sexual em Caruaru, no Agreste, divulgou uma nota nesta terça-feira (30) informando que o profissional de saúde recebeu uma ordem de Habeas Corpus na última sexta-feira (26). 

Médico preso por importunação sexual em Caruaru é encaminhado ao presídio

De acordo com a nota divulgada, a ordem foi concedida pelo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, atendendo ao pedido da defesa. No texto, o advogado de defesa, Vamário Soares, disse que as acusações contra o especialista em radiologia e exames de imagem estão sendo esclarecidas no processo, que é realizado sob segredo de Justiça.

"Vale destacar que esta decisão não representa uma vitória da defesa, mas sim a concretização da realização da justiça no caso concreto, sobretudo pelo fato de que o nosso cliente só tomou conhecimento das investigações no momento de sua prisão, pois sequer foi lhe dado o direito de expor sua versão dos fatos, bem como a produção de provas para esclarecimento de todos os eventos imputados em seu desfavor", diz um trecho da nota.

A nota destaca ainda que todos os procedimentos médicos realizados pelo profissional foram lícitos, com respaldo no código de ética, que é seguido pelo acusado em seus mais de 30 anos de profissão. "Será evidenciado, por via de consequência, a sua total inocência dos fatos imputados", diz a nota.

Investigações 

A Polícia Civil iniciou a investigação do caso começou no dia 9 de dezembro de 2020, quando uma das vítimas de importunação sexual procurou a 89ª Delegacia de Policia, no bairro do Salgado, para fazer a denúncia. A paciente relatou que esteve no consultório do médico, localizado na Avenida Agamenon Magalhães, no bairro Mauricio de Nassau, para realizar uma exame de ultrassom pré-operatório. Durante a realização do exame, o suspeito teria cometido o crime de importunação sexual.

A polícia instaurou um inquérito e identificou outras duas vítimas, uma molestada em outubro de 2016 e a outra em setembro de 2020. As pacientes chegaram a alegar que o médico médico fazia questionamentos sobre a vida pessoal delas e chegava a apalpar elas em partes íntimas durante a realização de exames.

"As declarações das vítimas foram coesas ao afirmarem que o médico teria praticado os atos libidinosos durante atendimento, demonstrando assim conduta reiterada, sempre utilizando o mesmo modus operandi", diz a polícia em nota. Antes do Habeas Corpus, o médico estava detido na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru.

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