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"Falta de estrutura e precariedade", diz Sinpol sobre atuação da Polícia Civil no caso Beatriz Mota

O sindicato disse que, durante a investigação do crime, denunciou o "amadorismo" da instituição para elucidar o caso

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 12/01/2022 às 10:03
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Reprodução/TV Jornal Interior
Beatriz foi assassinada dentro do colégio em que estudava, onde acontecia a formatura da irmã - FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), divulgou uma nota na manhã desta quarta-feira (12) se posicionando a respeito da atuação da Polícia Civil de Pernambuco no caso que investiga a morte de Beatriz Mota, assassinada a facadas em Petrolina, em 2015. Na última terça-feira (11), foi divulgada a identidade de um possível suspeito, com base em um cruzamento de dados a partir de análises de DNA.

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De acordo com o Sinpol, nos últimos anos o sindicato tem denunciado a "total falta de estrutura e precariedade da Polícia Civil, sem falar do amadorismo na Gestão e a clandestinidade funcional na distribuição de funções e atribuições aos investigadores".

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Parte da nota diz que, se a instituição tivesse ouvido os apontamentos do sindicato desde o início das investigações, o caso que investiga a morte de Beatriz Mota e outros casos poderiam ter sido solucionados com mais celeridade.

Por fim, o texto repudia a "exaltação dos chefes da instituição em detrimento de toda a equipe de base" e reafirma que "Policiais Civis de base é que foram peças fundamentais para elucidar esse caso, e não uma Força Tarefa de Delegados".

Confira a nota na íntegra:

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco - SINPOL reafirma sua confiança no trabalho realizado pelos Policiais Civis da nossa instituição, porém todos os percalços que aconteceram durante o Caso Beatriz, foram em decorrência de tudo aquilo que o SINPOL vem denunciado ao longo dos anos, a total falta de estrutura e precariedade da Polícia Civil, sem falar do amadorismo na Gestão e a clandestinidade funcional na distribuição de funções e atribuições aos investigadores. Portanto, se a instituição tivesse ouvido nossos apontamentos desde o início, esse caso, como tantos outros, poderia ter sido solucionado com mais celeridade.

Vale salientar que os investigadores de campo e os cartorários, ou seja, os Policiais Civis de base é que foram peças fundamentais para elucidar esse caso, e não uma Força Tarefa de Delegados, como, lamentavelmente, vem sendo divulgado pela SDS.

É por isso que o SINPOL repudia veementemente essa exaltação dos chefes da instituição em detrimento de toda a equipe de base, fundamentalmente dos Policiais Civis que realizam efetivamente as investigações e as ouvidas, e que elucidam, de fato, os delitos.

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