Caso Beatriz

Caso Beatriz: suspeito de matar menina foi identificado após de análise de DNA na faca usada no crime

Material foi comparado com o de outros suspeitos

Marília Pessoa
Marília Pessoa
Publicado em 12/01/2022 às 7:30
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Reprodução/ Facebook
A menina Beatriz Angélica Mota foi morta com 42 facadas em dezembro de 2015 - FOTO: Reprodução/ Facebook
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O suspeito de matar a menina Beatriz Angélica Mota em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, em 2015, foi identificado pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) nessa terça-feira (11). A criança foi morta com 42 facadas dentro de uma sala desativada da escola que estudava.

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Segundo informações do Blog de Jamildo, a SDS informou que o suspeito já estava preso por outros delitos, que não foram divulgados, e teria confessado o crime.

O homem foi identificado através de análises de DNA do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos. O Instituto analisou o perfil genético de 125 suspeitos e, com base no material que foi encontrado na arma utilizada para matar a menina, a polícia conseguiu chegar ao suspeito.

Durante uma live nas redes sociais na noite dessa terça, a mãe de Beatriz, Lúcia Mota, disse aos seguidores que acredita que o crime ainda precisa de mais explicações. Ela afirmou que não estava sabendo sobre a prisão do suspeito e foi surpreendida com a notícia.

"Confessar para mim não é suficiente. Precisa ter mais elementos. Muita coisa precisa se encaixar", disse ela.

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A mãe da menina, outros familiares e os advogados vão participar de uma coletiva de imprensa convocada para esta quarta-feira (12) pela Secretaria de Defesa Social do estado. Na ocasião, devem ser apontadas as provas técnicas do caso.

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Relembre o caso Beatriz

Beatriz foi morta aos sete anos de idade com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada do colégio em que estudava, durante uma festa de formatura.

A criança se afastou dos pais para beber água e não voltou mais. O corpo dela foi encontrado aproximadamente 30 minutos depois.

Caminhada por justiça

A família da menina realizou uma caminhada de mais de 700 km de Petrolina ao Recife, iniciada no dia 5 de dezembro do ano passado, para cobrar justiça no caso. O trajeto durou 24 dias.

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Durante a caminhada, os pais de Beatriz encontraram Mirtes Renata, mãe de Miguel, que morreu ao cair do 9º andar de um prédio de luxo no Recife, após ser deixado no elevador pela patroa da mãe.

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