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Nasa divulga primeiras imagens da superfície de Vênus, que explicam porque planeta é impróprio à vida

As imagens foram divulgadas pela Nasa e detalham o tipo de relevo do planeta

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 14/02/2022 às 10:45
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NASA/JPL-Caltech
Imagens de Vênus das sondas Magellan e Pioneer - FOTO: NASA/JPL-Caltech
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Uma sonda da Nasa fotografou, pela primeira vez, a superfície de Vênus em luz visível. Ou seja, as imagens mostram o planeta como o olho humano enxergaria. 

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Através da missão Parker, foram reveladas as imagens antes nunca vistas do relevo do planeta vizinho à Terra. Os detalhes podem explicar porque Vênus é impróprio à vida.

Até esses registros serem feitos, as fotos que mostravam a superfície do planeta foram feitas por meio de  frequências ultravioleta ou infravermelha. Isso porque, ao redor de Vênus, existe uma densa camada de nuvens, que impede enxergar o que está por trás dela. 

Em 2010 e 2011, em uma outra missão da Nasa, a Parker Solar Probe, fez uma jornada ao sol e realizou dois sobrevoos em Vênus. Ela apontou as câmeras do moderno instrumento WISPR (Wide-Field Imager) para o lado escuro do planeta (que está oposto ao Sol), e conseguiu obter as imagens inéditas, em comprimentos do espectro de luz visível.

Em 2010 e 2011, a Parker Solar Probe — em sua jornada até o Sol — fez dois sobrevoos em Vênus. Ela apontou as câmeras do moderno instrumento WISPR (Wide-Field Imager) para o lado escuro do planeta (que está oposto ao Sol), e conseguiu obter as imagens inéditas, em comprimentos do espectro de luz visível.

Veja as imagens da Nasa:

Características de Vênus

As imagens mostram, através das nuvens, um brilho que emana da superfície do planeta, apontando para áreas mais claras, que são mais baixas, e mais escuras, que são mais altas. De acordo com os especialistas e observadores, Vênus é tão quente que brilha; mesmo durante a noite fica em torno dos 460°C.

"É tão quente que a superfície rochosa de Vênus fica visivelmente brilhante, como um pedaço de ferro retirado de uma forja", disse Brian Wood, físico do Laboratório de Pesquisa Naval em Washington, DC, e autor principal de um estudo publicado esta semana na revista Geophysical Research Letters.

 

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