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Caso Beatriz: 'Eu parei quando não vi mais ninguém gritando', diz suspeito em depoimento à polícia

O homem afirma ter esfaqueado a menina após ela se desesperar ao vê-lo com uma faca

Gabriela Luna
Gabriela Luna
Publicado em 16/02/2022 às 8:03
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A menina Beatriz Angélica Mota foi morta com 42 facadas em dezembro de 2015 - FOTO: Reprodução/ Facebook
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Nessa terça-feira (15), a TV Jornal exibiu com exclusividade trechos do depoimento de Marcelo da Silva prestado à Polícia Civil. O homem de 40 anos é suspeito de ter matado a facadas a menina Beatriz Angélica Mota, numa escola particular na cidade de Petrolina, Sertão de Pernambuco, em 2015.

Na gravação, o homem afirma ter esfaqueado Beatriz após ela se desesperar ao vê-lo com uma faca.

"Ela olhou para a minha perna, eu estava sentado, ela olhou e disse 'você está armado aí, é uma faca', ela ficou com medo, se intimidou. Eu disse desse jeito: cala a boca, fique caladinha, não saia enquanto vou embora, fique bem quietinha. Ela começou a gritar, eu descontrolado, eu não sei nem onde é que estavam acontecendo as perfurações, o quarto era todo escuro".

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A mãe da menina rebateu a declaração de Marcelo. Lucinha Mota diz não acreditar que a filha tenha sido morta de forma aleatória, e que ela não teria noção de que estava em perigo para reagir como o suspeito afirmou.

Questionado sobre em que momento parou de esfaquear a criança ele responde: ''Parei quando não vi mais ninguém gritando''.

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Segundo o advogado dos pais de Beatriz, Jaime Badeca, na última sexta-feira (11), as testemunhas que participaram da reprodução simulada do assassinato de Beatriz reconheceram o suspeito como autor do crime.

A defesa de Marcelo, no entanto, alegou que irá solicitar impugnação do reconhecimento. “Iremos judicializar o ato, porque uma situação de extrema estranheza aconteceu. Todo mundo sabe que há mais de um mês vem ventilando a foto do Marcelo trajando uma camiseta amarela. Curiosamente Marcelo me aparece na hora do reconhecimento com uma camiseta amarela. Isso é tendencioso. Vamos judicializar e certamente essa perícia será invalidada”, destacou o advogado Rafael Nunes.

Por orientação de advogado, Marcelo não compareceu à escola para a reprodução. “Ele não irá participar de qualquer perícia ou reprodução simulada, apenas de reconhecimento de pessoas. Ele não vai porque não vai produzir provas contra ele mesmo, [não vai] simular uma coisa que ele não fez”, disse Rafael Nunes à TV Jornal.

Marcelo tornou o principal suspeito do assassinato de Beatriz em janeiro de 2022, seis anos após a morte da menina. Ele foi apontado como autor do crime pela polícia após exames de DNA, colhidos na faca, apontarem material genético dele na arma do crime. Ele chegou a confessar, mas sua nova defesa apresentou uma carta, que teria sido assinada por ele, na qual ele teria voltado atrás e se declarado inocente.

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