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Ômicron pode deixar complicações cardíacas por até um ano, alerta médico Roberto Kalil: "nada de boazinha"

A 'síndrome pós-covid' pode provocar problemas de saúde a longo prazo nos pacientes, segundo o médico

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 18/02/2022 às 9:49
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CANAL DR. KALIL/DIVULGAÇÃO
MEDICINA Dr. Kalil é diretor do InCor e hospital Sírio Libanês - FOTO: CANAL DR. KALIL/DIVULGAÇÃO
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As sequelas provocadas pelo coronavírus, chamadas também de 'síndrome pós-covid', podem acometer grande parte dos pacientes que tiveram a doença, seja com sintomas leves ou graves. O médico cardiologista e diretor-geral do centro de cardiologia no Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, explicou que a doença pode provocar complicações neurológicas e até episódios de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

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"Não só na ômicron, mas a covid-19 em si é uma doença que se mostrou bastante grave. Existe uma chamada síndrome pós-covid, que acomete paciente com formas mais leves e até mais graves. Podem ter algum grau (da síndrome) desde a parte neurológica, podendo ficar muito esquecido, com problemas de cognição e concentração, indo até situações mais graves, como acidente vascular cerebral e infarto", afirmou o cardiologista em entrevista à Rádio Jornal.

O especialista alerta que, durante o período de um ano, o paciente tem ainda mais tendência de ter complicações cardíacas. Kalil ressalta que é fundamental, independentemente da gravidade do caso, que o paciente tenha acompanhamento médico após a doença.

"O vírus agride diretamente o músculo. O coração é um músculo que bombeia sangue para o corpo inteiro. Pode ser uma caso bastante sério de incidência de acometimento do coração. Na covid é mais preocupante do que se pensava", alertou o médico.

Prevenção à Covid-19

O médico afirma ainda que o 'Brasil pós-covid' será marcado pelas consequências relacionadas à síndrome após a contaminação pela doença. Por isso, é importante manter os cuidados de prevenção, reforçar o uso de máscara e manter a vacinação em dia.

"Primeiro, a situação é preocupante. (A ômicron) pode não ser tão letal, porque muita gente está vacinado. O importante é que continua sendo uma catástrofe. Então todo o cuidado é pouco. Óbvio que morrer 4 mil pessoas é pior que mil por dia, mas isso continua sendo uma catástrofe. As pessoas tem de se vacinar, manter as medidas de proteção. A variante não tem nada de boazinha. Qualquer doença que leva à morte é grave, deve ser considerada muito grave. Estamos no meio de uma pandemia. Nada passou", reforçou Kalil Filho.

Confira a entrevista completa

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