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Caruaru teve 87 postos de trabalho desativados no primeiro semestre

Auditor fiscal do trabalho vê número como estável, na comparação com dados anteriores

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 01/08/2019 às 15:14
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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A cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, teve 87 postos de trabalho desativados no primeiro semestre de 2019. O saldo negativo mostra que houve mais demissões do que contratações de janeiro a junho deste ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Porém, de acordo com o auditor fiscal do trabalho Francisco Reginaldo, o número não é significativo, já que a cidade tem cerca de 64 mil pessoas trabalhando com a carteira assinada.

Para ele, medidas como a redução na taxa de juros e o aumento da confiança dos empresários deve fazer com que a economia apresente melhora até o fim do ano. "O que a gente pode dizer é que Caruaru apresenta uma leve estabilidade", avaliou.

Em 2018, após três anos de queda no número da geração de empregos, a cidade teve uma geração positiva. No ano passado, foram 433 novos empregos gerados. "É um número pequeno, tímido, mas é muito importante, porque no auge da crise, Caruaru chegou a desativar aproximadamente 3.700 postos de trabalho só no ano de 2015", explicou.

Proprietário de uma loja de materiais de construção, o empresário Manoel Santos realizou sete contratações este ano. De acordo com ele, houve 17 demissões e 24 admissões no primeiro semestre. "Eu fico feliz, em poder, como empresário, contribuir positivamente para a geração de empregos. São sete famílias, muitas vezes pessoas que ficaram meses aguardando uma vaga e apareceu essa oportunidade", contou.

Otimismo

O empresário acredita que medidas adotadas pelo Governo Federal, como a reforma da Previdência, colaboram para a reação positiva da economia: "A gente vê que o governo está se esforçando com ações para gerar emprego. O sentimento nosso é que quanto mais tem pessoas empregadas, tem mais pessoas consumindo, e isso gera um impacto positivo na atividade econômica".

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