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Manchas de óleo que atingem o nordeste tem "assinatura venezuelana"

Investigações realizadas pelo governo federal teriam encontrado a substância da forma como é usada pelos venezuelanos

Após investigações, Bolsonaro diz que já existe uma suspeita da origem do material
Após investigações, Bolsonaro diz que já existe uma suspeita da origem do material (Adema/Governo de Sergipe)

Investigações realizadas pela Marinha e Petrobras teriam encontrado a "assinatura" de petróleo utilizado pela Venezuela nas manchas de óleo que atingem cerca de 139 praias da costa nordestina. Em declaração feita nessa terça-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro disse acreditar que o material foi despejado nas águas brasileiras de forma "criminosa".

De acordo com informações do Estado de S. Paulo, o óleo é um material extraído da Venezuela e a conclusão concorda com informações divulgadas anteriormente a respeito de uma suposta investigação sigilosa a qual o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) teria acesso.

Em declaração realizada nessa terça-feira (8), o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, informou que o material foi analisado e que, de certeza, não pertencia à petrolifera estatal. “Nossos laboratórios analisaram 23 amostrar e, em nenhuma delas, pode-se afirmar tratar-se de óleo produzido ou comercializado pela Petrobras”, comentou.

Até essa segunda-feira (7), a Petrobras havia recolhido cerca de 133 toneladas de resíduos contaminados pela mancha de óleo.

Material pode afetar reprodução de animais marinhos

Com o avanço das manchas de óleo no Nordeste, biólogos acreditam que a poluição possa interferir na reprodução de Baleias e Golfinhos, que procuram a área nesta época do ano. O risco que o material oferece aos animais é grande e pode chegar a matar.

Em entrevista ao Portal NE10 Interior, o biólogo e professor de biologia Marcelo Bezerra, as manchas de óleo na superfície das águas podem afetar a respiração dos animais. "Mamíferos que vão para áreas mais costeiras, principalmente no período de acasalamento ou no período de desova mesmo, onde esses animais vão parir, precisam constantemente da superfície para poder respirar. Então, o grande perigo é para a baleia jubarte, que usa dessas águas do atlântico aqui do Nordeste para poder fazer o seu acasalamento, a sua reprodução. A gente tem golfinhos também que fazem esse processo. Então essa camada de óleo na superfície da água vai comprometer o mecanismo de oxigenação desses animais", comenta.