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Petroleira grega nega ser responsável por derramamento de óleo no Nordeste

Empresa disse ter dados e documentos que comprovam o não envolvimento da embarcação no caso

Manchas de óleo invadem Praia dos Carneiros, em Tamandaré
Manchas de óleo na Praia dos Carneiros, em Tamandaré, Pernambuco (Bruno Campos)

A Delta Tankers, petroleira grega apontada como principal suspeita pelo derramamento de óleo no litoral do Nordeste, negou ser a responsável pelo vazamento da substância. Em uma nota divulgada nessa segunda-feira (4), a empresa disse ter “dados e documentos” que comprovam o não envolvimento da embarcação no caso.

A petroleira ainda afirma que, apesar de ter os documentos, ninguém pediu para vê-los. Segundo ela, o Ministério de Assuntos Marinhos da Grécia não recebeu o pedido de informações e não foi procurada pela Polícia Federal.

De acordo com a Polícia Federal (PF), a empresa será notificada pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O delegado Franco Perazzoni afirmou que a petroleira tomará conhecimento das investigações: “A empresa vai ser notificada agora, vai tomar conhecimento do teor todo da investigação, e vai ser solicitada via Interpol para apresentar os documentos e as provas que alega ter. A empresa é suspeita no momento, não houve indiciamento".

Investigações

A Polícia Federal (PF) afirmou na última sexta-feira (1º), que um navio da Grécia seria o responsável pelo derramamento que causou as manchas de óleo nas praias nordestinas. Segundo investigações da PF, o vazamento teria acontecido entre os dias 28 e 29 de julho. Durante o período, a PF identificou a navegação de um único navio petroleiro dentro das áreas suspeitas.

Neste período, uma embarcação de bandeira grega atracou na Venezuela em 15 de julho e seguiu rumo a Singapura, através do oceano Atlântico. O navio teria aportado apenas na África do Sul, sem passar pelo Brasil. O derramamento de óleo teria acontecido durante o deslocamento.