Saúde

Medo do coronavírus: farmácias fracionam venda de máscaras em Caruaru

Mulher da cidade é um dos casos suspeitos investigados pela Secretaria Estadual de Saúde

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 27/02/2020 às 15:16
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A procura por máscaras cirúrgicas e álcool em gel tem crescido nos últimos dias em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, por causa do medo do coronavírus. Os moradores ficaram assustados depois que foi anunciado que uma mulher da cidade está com suspeita da doença.

Apesar disto, a paciente de 51 anos, que viajou para a Itália, não chegou a voltar para Caruaru e foi levada do Aeroporto Internacional do Recife direto para o Hospital Oswaldo Cruz, na capital pernambucana.  O medo aumentou após a confirmação do primeiro caso do Covid-19 no Brasil, em São Paulo.

Para evitar que o estoque de máscaras e álcool em gel acabem, algumas farmácias da cidade estão fracionando os produtos. Depois de vendas em grande quantidade, a gerência de um estabelecimento no centro da cidade decidiu comercializar as máscaras por unidade, em vez de caixas.

"A gente percebeu esse aumento, ontem teve um cliente que levou sete caixas de uma só vez. A gente viu que não ia conseguir atender todo mundo, então para todos terem o direito à compra, a gente está vendendo na unidade", justificou a gerente, Josy.

Uso da máscara e do álcool

De acordo com o infectologista Gabriel Serrano, ouvido pelo JC Online, o álcool em gel deve ser utilizado quando a pessoa não puder lavar as mãos com água e sabão, e a higienização deve ser realizada sempre, independente do risco do coronavírus. Já a máscara cirúrgica pode ser utilizada em ambientes fechados. Em locais abertos e ventilados, a máscara não é necessária.

Veja o avanço do Covid-19 pelo mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS):

Confira a forma correta de lavar as mãos, indicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):

1. Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar na pia;
2. Aplique na palma da mão a quantidade suficiente de sabonete líquido para cobrir todas as superfícies das mãos;
3. Ensaboe as palmas das mãos, friccionando-as entre si;
4. Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda (e vice-versa), entrelaçando os dedos;
5. Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais;
6. Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta (e vice-versa), segurando os dedos, com o movimento de vai-e-vem;
7. Esfregue o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda (e vice-versa), utilizando movimento circular;
8. Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha (e vice-versa), fazendo movimento circular;
9. Esfregue o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita (e vice-versa), utilizando movimento circular;
10. Enxágue as mãos, retirando os resíduos de sabonete. Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira;
11. Seque as mãos com papel toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos.
*Para a técnica de higienização anti-séptica das mãos, seguir os mesmos passos e substituir o sabonete líquido comum por um associado a anti-séptico

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