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Coronavírus já provocou 46 mortes e tem 2 mil casos confirmados no Brasil

Todos os 26 estados e o Distrito Federal têm casos confirmados da doença

Álcool em gel está sendo utilizado para higienização das mãos
Álcool em gel está sendo utilizado para higienização das mãos (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Brasil registrou 46 mortes em decorrência do novo coronavírus (Covid-19) e tem mais de 2 mil casos confirmados. Os números são da atualização dessa terça-feira (24), divulgada pelo Ministério da Saúde. Na segunda (23), o número de mortos era 34 e no domingo, 25.

O estado de São Paulo reúne 40 destes óbitos; o Rio de Janeiro teve seis mortes. A taxa de letalidade está em 2,1%. De um dia para o outro, o total de casos confirmados saiu de 1.891 para 2.201. O acréscimo proporcional é de 16% e de 310 em números absolutos. Com relação ao domingo, o aumento é de 42% (1.546 pessoas infectadas).

Atualmente, todos os 26 estados e o Distrito Federal têm casos confirmados da doença. O número de casos segue a seguinte ordem: São Paulo (810), Rio de Janeiro (305), Ceará (182), Distrito Federal (160), Minas Gerais (130), Santa Catarina (107), Rio Grande do Sul (98), Bahia (76), Paraná (65), Amazonas (47), Pernambuco (42), Espírito Santo (33), Goiás (27), Mato Grosso do Sul (23), Acre (17), Sergipe (15), Rio Grande do Norte (13), Alagoas (9), Maranhão (8), Tocantins (7), Mato Grosso (7), Piauí (6), Pará (5), Rondônia (3), Paraíba (3), Roraima (2) e Amapá (1).

Testes para o coronavírus

Também nessa terça, os representantes do Ministério da Saúde divulgaram que têm a intenção de chegar a 22,9 milhões de testes em todo o País. O procedimento de ampliar o número de testes é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A expectativa é chegar a 14,9 milhões de testes de laboratório nos próximos três meses, sendo 3 milhões da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 600 mil doados pela Petrobras, 1,3 milhão ofertados por empresas privadas e outros 10 milhões que serão comprados. Essa modalidade será focada para pessoas infectadas internadas ou casos leves em unidades sentinela para monitorar a epidemia de coronavírus.

Com relação aos testes rápidos, mais 8 milhões devem ser disponibilizados, sendo 3 milhões pela Fiocruz e 5 milhões doados pela Vale. De acordo com o Ministério da Saúde, este tipo de exame serve para identificar a evolução da doença, não para diagnóstico, já que possui uma efetividade menor do que a alternativa de laboratório, uma vez que verifica a reação dos anticorpos ao vírus. Esse tipo terá a finalidade principalmente de monitorar os profissionais de segurança.

Para estes testes, serão priorizadas as cidades com mais de 500 mil habitantes. Um novo protocolo para casos mais leves do coronavírus está sendo discutido pelo governo. Até o momento, foram distribuídos 32,5 mil kits. Na avaliação do ministério, para o momento de maior disseminação do novo coronavírus, que deve ocorrer no fim de abril, o Brasil terá de aumentar sua produção em quase cinco vezes.

"Hoje produzimos 6,7 mil testes por dia. Para enfrentar o pico da epidemia, temos que ter capacidade de produção de 30 a 50 mil por dia. Nós não temos essa escala ainda, e não temos isso agora. Vamos chegar nas próximas semanas [e tentar] aproximar o máximo possível desses valores", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson de Oliveira.

Os representantes do ministério também falaram sobre a insuficiência de máscaras no país. Eles defenderam que o governo não terá condição de assegurar esse recurso para todos, e que deve haver uma priorização para os profissionais de saúde. Já quem apresenta sintomas e quer evitar o risco de infectar outros, alternativas podem ser adotadas, como máscaras de pano ou de outros materiais, que funcionam como barreiras físicas. Já os trabalhadores da saúde só podem utilizar equipamentos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).