Tuberculose

Mortes da covid-19 seriam maiores caso vacina BCG não fosse obrigatória, diz estudo

Brasil é um dos países em que a imunização é exigida

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 17/08/2020 às 15:34
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Divulgação/Erasmo Salomao/Ministério da Saúde
FOTO: Divulgação/Erasmo Salomao/Ministério da Saúde
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Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, concluiu que o número de mortes provocadas pelo novo coronavírus poderia ser 14 vezes maior caso a vacina BCG não fosse obrigatória no Brasil. A imunização atua contra o bacilo Calmette-Guérin, que causa a tuberculose.

Publicado na revista Science neste mês, o trabalho identificou que as taxas mais baixas de infecção e morte se repetem nos países em que esta vacina é obrigatória. O estudo verificou a taxa diária de infecções em 135 países e de óbitos em 134, ao longo dos 30 primeiros dias da pandemia.

Segundo o levantamento, o número de mortes no Brasil, que era de 1.736 em 15 de abril, poderia ter chegado a 24.399 caso não houvesse a política de vacinação obrigatória na infância.

Infecções

De acordo com o estudo, a vacina tem efeitos benéficos na imunidade contra várias infecções pulmonares, por isto também seria importante na prevenção da covid-19. Mesmo assim, para os pesquisadores, um estudo mais amplo seria necessário para reforçar os dados coletados.

"Essa vacina diminui a probabilidade de infecção, a gravidade dos sintomas da doença e também a letalidade no futuro. Mas não adianta pensar que, porque você tomou, não precisa se preocupar. Não é uma proteção completa", disse o principal autor do estudo, Shinobu Kitayama, ao jornal O Estado de S. Paulo.

Além do Brasil, a BCG é obrigatória na China e na França. Outros países, como a Austrália e a Espanha, retiraram a exigência, uma vez que a tuberculose deixou de ser uma ameaça. Em nações como Itália e EUA, a imunização nunca foi exigida.

*Com informações do jornal O Estado de S.Paulo

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