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Câmara de Agrestina convoca reunião para definir futuro da gestão municipal

Após prisão de prefeito, presidente da Casa deverá assumir a prefeitura de forma interina

Sede da Prefeitura de Agrestina
Sede da Prefeitura de Agrestina (Reprodução/TV Jornal Interior)

A Câmara Municipal de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, irá convocar uma reunião extraordinária para definir o futuro da gestão municipal, após a prisão do prefeito, Thiago Nunes, e do vice-prefeito, Zito da Barra. De acordo com a advogada da Casa Legislativa, Ana Carolina, os procedimentos internos estão sendo providenciados. Os gestores públicos foram presos na última quinta-feira (10), e na sexta-feira (11) foi comemorado o feriado dedicado ao aniversário do município.

"Hoje a Câmara vai dar ciência a todos os vereadores da determinação do TRF quanto ao afastamento do prefeito e do vice. Como a gente está em recesso, vamos convocar uma reunião extraordinária como manda o regimento interno para quarta-feira (16), convocando todos os vereadores para que a Câmara declare vagos os cargos de prefeito e vice e possa designar o mais breve possível a posse do presidente da Câmara como prefeito interino do município", explicou a advogada.

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Quem assumirá o município será o presidente da Câmara, Adilson Tavares das Neves, conhecido como Gordo de Zelito. Para isto, ele teve que abdicar da candidatura a vereador nas eleições deste ano. A posse está prevista para a próxima sexta-feira (18).

A advogada da Câmara lembra que há um prazo legal de 15 dias para a posse do prefeito interino, mas todo o processo será agilizado para trazer normalidade ao município. "O serviço público não vai poder parar", afirma.

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O prefeito de Agrestina, Thiago Nunes, o vice-prefeito, Zito da Barra, o secretário de Administração, Márcio Elson Rodrigues Patrício, e dois empresários foram presos na última quinta na terceira fase da Operação Pescaria, da Polícia Federal.

As investigações apuram o funcionamento de um suposto esquema de fraudes em licitação, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos na ordem de R$ 5 milhões.

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De acordo com o TRF-5, a prisão preventiva do prefeito e do vice teve como fundamento "a garantia da ordem pública e da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal". A organização criminosa investigada seria composta por servidores públicos, empresários e particulares, especializada na contratação de empresas de fachada com verbas federais, mediante frustração da competitividade do processo licitatório.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 110 mil em espécie e R$ 100 mil em cheques, além de vários veículos, entre eles uma BMW avaliada em R$ 400 mil. Segundo a Polícia Federal, estão sendo investigados os crimes de de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os presos foram levados para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza e para a Colônia Penal Feminina.