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Caso Patrícia Roberta: perita detalha o que foi encontrado na casa do suspeito e como o corpo da jovem estava

Amanda Melo acompanhou as buscas pela jovem de Caruaru em João Pessoa.

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Publicado em 28/04/2021 às 10:10
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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A morte de Patrícia Roberta, de 22 anos, foi confirmada na última terça-feira (27) após seu corpo ser encontrado em um terreno na cidade de João Pessoa, na Paraíba. A jovem de Caruaru, que havia sido considerada desaparecida pela família desde o último domingo (25), foi localizada por equipes de busca após algumas horas de busca.

Uma das pessoas que liderou a equipe de buscas por Patrícia foi a perita criminal Amanda Melo. Em entrevista à TV Jornal Interior, Amanda contou como começaram as buscas na manhã da terça-feira. A equipe iniciou o trabalho pericial no apartamento do suspeito pelo crime, um rapaz de 23 anos, amigo da jovem, que foi preso na noite da terça-feira e teria convidado ela para visitá-lo na Paraíba. 

O que foi encontrado no apartamento?

A perita contou durante a entrevista o que encontrou dentro do apartamento e disse que o que chamou a atenção foi a organização do espaço. "O que chamava a atenção de cara era o excesso de organização. As coisas eram milimetricamente posicionadas, desde itens de alimentação a roupas dobradas. Isso chama atenção porque traz traços de personalidade", explica.

Amanda destacou que estas características de personalidade ajudam a traçar o perfil do agressor. No entanto, no meio de toda a organização, foram encontradas peças de vestuário de cama e vestes masculinas enroladas dentro do tanque de lavar roupas. "Aquilo ia de encontro à organização. Ao pegarmos as peças, vimos que elas apresentavam vestígios de sangue, especialmente nas fronhas da roupa de cama", relembra. "Também encontrei, nesse mesmo 'enrolado', vestes masculinas. Utilizando a luz fluorescente ultravioleta dava para identificar manchar que sugeriam ser sêmen", disse.

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No apartamento do suspeito, a equipe de perícia encontrou também inscritos com "conteúdos perturbadores", de acordo com a perita. "Era um vasto arsenal de manuscritos. Tinham uns conteúdos que eram perturbadores", conta Amanda. Na casa havia um altar com livros de ocultismo e a perita encontrou uma lista com nomes de mulheres. Entre os nomes estava o de Patrícia Roberta.

Em uma rua paralela, a equipe encontrou um carrinho de mão quebrado. Acredita-se que o suspeito teria carregado o corpo de Patrícia nele antes de carregá-la na moto, conforme mostra imagens de câmeras de segurança. Perto do local, a perícia encontrou ainda um tonel, que tinha dentro pertences que seriam da jovem morta.

Como o corpo foi encontrado?

A partir da análise de câmeras de segurança, a perita afirmou que o corpo de Patrícia teria sido "desovado" entre 2h30 e 3h da madrugada da terça-feira (27), no terreno em que foi encontrado. A equipe de buscas encontrou o cadáver por volta das 15h, um intervalo de aproximadamente 12h desde que o suspeito abandonou o corpo. 

No entanto, Amanda afirmou que o corpo estava em um estado de putrefação que excedia as 12h. "É possível afirmar que, após a morte dessa moça, quem matou, matou muito antes dessa desova", disse a perita. O corpo de Patrícia estava em estado de decomposição considerado avançado.

A perícia irá divulgar uma análise aprofundada do corpo, tendo em vista que, no local em que foi encontrado, era premeditado afirmar a causa da morte. No entanto, Amanda acredita em algumas possibilidades. "Inicialmente, não encontrei nenhuma lesão externa violenta, como perfuração por arma de fogo ou por faca. A gente tem outras causas que podem levar à morte, como por exemplo asfixia mecânica. Isso vai ser analisado durante a necrópsia, com análise interna do cadáver", explicou a perita criminal.

Confira a entrevista completa

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