investigação

Advogado da família de Patrícia Roberta dá detalhes de audiência: "Eu quero que seja pena máxima"

Nesta sexta-feira (24) é realizada a primeira audiência de instrução, que decide se o suspeito vai a júri popular.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 24/09/2021 às 12:22
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TV Tambaú
Primeira audiência de instrução que investiga a morte de Patrícia Roberta - FOTO: TV Tambaú
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Nesta sexta-feira (24) é realizada a primeira audiência de instrução que investiga o caso da morte de Patrícia Roberta, a jovem de 22 anos de Caruaru que foi morta em João Pessoa, na Paraíba. A audiência deve definir se o suspeito de matar Patrícia, Jonathan Henrique, vai a júri popular.

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O advogado de acusação, que representa a família de Patrícia Roberta, Robério Capistrano, disse que luta para que Jonathan pegue pena máxima a partir do julgamento do júri popular. Capistrano disse ainda que há provas o suficiente para incriminar o suspeito, como um vídeo em que ele aparece supostamente carregando o corpo de Patrícia em uma moto.

"A justiça hoje será feita. Já se iniciou, hoje é o primeiro passo, e vamos vamos ver ele condenado pelo júri", disse o advogado. "Eu quero que seja pena máxima, ou seja, eu vou fazer de tudo pra lutar para que ele pegue uma pena de 30 anos pra cima", afirmou.

A audiência é realizada no 2º Tribunal do Júri, no Fórum Criminal de João Pessoa. Durante o dia, são ouvidas testemunhas de defesa e acusação do caso. De acordo com o laudo, Patrícia foi morta por asfixia e esganadura. Seu corpo foi encontrado no dia 27 de abril em um matagal na capital paraibana.

Relembre o caso

De acordo com os familiares, Patrícia Roberta teria ido visitar um suposto amigo em João Pessoa, na Paraíba, na sexta-feira (23 de abril). Patrícia voltaria para Caruaru na segunda-feira (26 de abril) e mantinha contato com os familiares durante a estadia na capital paraibana. No entanto, no último domingo (25 de abril) a jovem desapareceu.

Em entrevista ao NE10 Interior, a prima de Patrícia disse que na última semana a jovem havia falado com ela pedindo ajuda para comprar uma passagem de ônibus e informou à família que iria viajar para João Pessoa para encontrar um amigo, que teria estudado com ela no colégio em Caruaru, quando era mais nova.

A jovem pernambucana saiu em direção a João Pessoa por volta das 17h da sexta-feira (23). Ao chegar na cidade, a jovem avisou à família que havia chegado e mandou fotos. No sábado (24), ela enviou uma foto em que aparecia o prédio onde supostamente ela estava hospedada. No domingo (25), Patrícia parou de responder às mensagens dos familiares.

Depois que os familiares perderam o contato com Patrícia no domingo (25), a jovem foi dada como desaparecida pela família. A policia realizou buscas e encontrou o corpo dela em um terreno da capital paraibana em avançado estado de putrefação.

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