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Presidente da Caixa diz que calendário da 2ª parcela do auxílio emergencial será mais ''espaçado''

Calendário não deverá seguir critério adotado no pagamento da 1ª parcela

Aposentados e pensionistas começam a receber a partir desta sexta
Presidente da Caixa diz que calendário da 2ª parcela do auxílio emergencial será mais ''espaçado'' (José Cruz/Agência Brasil)

O calendário para pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 será mais espaçado e não deverá seguir o critério adotado no pagamento da primeira parcela do benefício. Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, as pessoas não receberão o auxílio durante pouco mais de uma semana, de acordo com o mês em que nasceu.

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"Na segunda parcela, poderemos pagar de maneira diferente. Estamos discutindo uma maneira onde já temos a base de dados e podemos ser mais eficientes. A grande maioria das pessoas terá a organização com datas espaçadas. Não faremos a maneira de pagar (a nascidos em) janeiro e fevereiro num dia e, no outro dia, aos nascidos em outros meses", explicou o presidente da Caixa.

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Esse calendário é relacionado às datas para saque do auxílio nas agências bancárias. Quando a primeira parcela estava sendo paga, as pessoas que queriam sacar o dinheiro puderam obter o pagamento em espécie no dia 27 de abril, para os nascidos em janeiro e fevereiro. O calendário seguia os meses de nascimento das pessoas que recebiam o auxílio. Um dos principais motivos para a medida é diminuir as filas e aglomerações nas agências da Caixa em todo o Brasil.

No último fim de semana, o presidente da Caixa disse que o calendário seria divulgado "na próxima semana", ou seja, na semana atual, o que até agora não ocorreu.

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  • 05/05/2020 18:32
A Caixa Econômica Federal pode mudar o pagamento da 2ª parcela do auxílio de R$ 600, com o objetivo é reduzir filas e aglomerações nas agências bancárias. O calendário de pagamento deve ser dividido entre beneficiários do bolsa família e trabalhadores que não tenham conta em banco. O presidente da Caixa Pedro Guimarães disse em coletiva de imprensa que deve fazer o anúncio das modificações ainda nesta semana. 58 segundos

Mudanças de datas

O período de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial já passou por diversas mudanças. Inicialmente, o benefício seria pago a partir de 23 de abril para quem nasceu em janeiro e fevereiro e nos dias seguintes para os que fazem aniversário nos outros meses do ano. Porém, um dia antes, o Ministério da Cidadania anunciou que o governo estava impedido legalmente de fazer a antecipação.

Na ocasião, o ministério disse que recebeu uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU). A pasta explicou que, devido ao alto número de informais cadastrados, o recurso disponível para cada uma das três parcelas era de R$ 32,7 bilhões, mas já tinham sido transferidos R$ 31,3 bilhões e havia em torno de 12 milhões de cadastros para ser avaliados para a primeira parcela. O Ministério da Cidadania, então, solicitou ao Ministério da Economia a previsão para uma suplementação orçamentária.

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Acompanhe sua solicitação

A solicitação do auxílio emergencial pode ser acompanhada no site ou no aplicativo, tanto para quem se cadastrou pelas plataformas como para quem já é inscrito no CadÚnico e no Bolsa Família. O acompanhamento só está sendo realizado pela internet e as agências bancárias não oferecem o serviço.

Auxílio continua em análise

Milhões de brasileiros aguardam ansiosos pelo dia em que receberão a mensagem "aprovado" no site ou aplicativo do Auxílio Emergencial. Porém, a espera tem gerado frustração: há pessoas que realizaram o cadastro há várias semanas e ainda não sabem se receberão ou não o auxílio. Entenda como funciona o processo de análise.

O que é preciso para receber o auxílio?

- Ser maior de 18 anos de idade;

- Não ter emprego formal ativo;

- Não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, de seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família*;

- Ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou a renda familiar mensal total seja de até três salários mínimos;

- Não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.

Além disso, o beneficiário tem que se encaixar em um dos três perfis:

- Ser microempreendedor individual (MEI);

- Ser contribuinte individual do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social);

- Ser trabalhador informal, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até 20 de março de 2020 ou que cumpra, nos termos de autodeclaração, o requisito de renda mensal per capita de até meio salários mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

O auxílio emergencial, segundo a lei, vai substituir o benefício do Bolsa Família nas situações em que for mais vantajoso, de forma automática.