Aproveitar oportunidades de negócios e contribuir para o combate ao novo coronavírus (covid-19). Foram estes pensamentos que levaram o empresário Arnaldo Xavier, da empresa Rota do Mar, a decidir por produzir máscaras de proteção durante a pandemia. Por causa de um decreto do Governo de Pernambuco no fim do mês de março, as atividades comerciais e industriais não essenciais tiveram que paralisar as atividades.
Porém, após avaliações de que o Polo de Confecções poderia ser um aliado na produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), governo lançou algumas medidas para impulsionar a indústria, de modo a adequar a linha de produção para atender às demandas por equipamentos de proteção contra a doença. O Polo de Confecções, que tem entre as principais cidades Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, tem cerca de 18 mil empresas que empregam 250 mil pessoas.
De acordo com o empresário Arnaldo Xavier, duas das seis fábricas estão operando para produzir as máscaras. Nos últimos dias, as equipes de criação, modelagem e desenvolvimento conseguiram montar uma máscara viável de ser realizada e com um custo baixo. Assim que começou a divulgação, chegaram pedidos de 200 mil a 300 mil unidades.
Segundo ele, os protocolos de higiene e a preocupação em não ter aglomerações foram reforçados nos setores da condução da matéria prima, logística, elaboração e produção. "Os cuidados triplicam com relação à produção de uma camisa, uma bermuda", revela. Apenas parte da equipe está trabalhando nas fábricas e os funcionários passaram por capacitações específicas para a produção das máscaras.
Por causa das questões econômicas, os funcionários das fábricas agora inativas tiveram os contatos suspensos, de acordo com as normas da Medida Provisória 936/20, do Governo Federal. A ideia é, ao longo das próximas semanas, convocar os funcionários aos poucos para intensificar a produção. Na primeira semana, foram produzidas 50 mil máscaras, mas o objetivo é fazer de 80 a 100 mil por dia. Até o fim de abril, a meta é estar com as seis fábricas produzindo os EPIs.
De acordo com Arnaldo Xavier, alguns pedidos são de empresas que querem distribuir entre os colaboradores e já há interesse de prefeituras e governos de estados da região, como Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão. A Rota do Mar também pretende separar um percentual das máscaras produzidas diariamente para distribuir entre pessoas da região que não têm condições de comprar.
"É uma oportunidade que estamos tendo de manter os empregos e de atender uma demanda existente, combatendo o vírus. O sentimento é esse", declarou o empresário. Ele também destacou que as pessoas estão motivadas e a ação dá fôlego tanto para as indústrias como para os trabalhadores, que estavam receosos que perderiam os empregos.
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