Bolsonaro diz que governo não aguenta mais duas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial

Presidente já havia falado que pode vetar a prorrogação do benefício
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 22/06/2020 às 15:38
Jair Bolsonaro revogou artigo polêmico de MP Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República


O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou nesta segunda-feira (22) que o Governo Federal não aguenta pagar duas parcelas extras do auxílio emergencial de R$ 600.

Em entrevista ao canal Agro+, da Band TV, Bolsonaro disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu pagar a quarta e a quinta parcelas, mas que falta acertar o valor: "A União não aguenta outro com esse mesmo montante".

Desde o anúncio de que seriam pagas parcelas extras do benefício, o governo demonstra a intenção de cortar pela metade o valor. O parcela mais baixa será motivo de negociação com o Congresso.

Calendário da terceira parcela do auxílio emergencial ainda será divulgado

Bolsonaro já chegou a dizer que vetaria a prorrogação do auxílio emergencial caso o Congresso decidisse por manter o valor de R$ 600 mensais.

A parcela de R$ 600 custa em torno de R$ 50 bilhões por mês para o governo. Mais de 60 milhões de pessoas estão inscritas no programa da renda básica, que foi criado para socorrer pessoas de baixa renda atingidas economicamente pela pandemia da covid-19.

Reabertura do comércio

O presidente defendeu ainda que uma das soluções para diminuir a dependência das famílias do auxílio emergencial é a reabertura do comércio nas cidades, decisão que precisa ser tomada pelos governadores dos estados.

Desde o início, Bolsonaro classifica como "exagero" as medidas tomadas por governadores e prefeitos no combate ao novo coronavírus.

Terceira parcela

O Ministério da Cidadania divulgará nesta semana o calendário da terceira parcela do auxílio emergencial, que está sendo pago aos desempregados, trabalhadores sem carteira assinada, autônomos, MEIs por causa da pandemia do coronavírus. Porém, a data ainda não foi definida. Segundo a Caixa Econômica Federal, 64,1 milhões, do total de 107,9 milhões de solicitações, estão entre os considerados aptos para receber o benefício.

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