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CASO BEATRIZ: Polícia conclui inquérito sobre morte da menina em Petrolina

Menina foi morta em 2015 enquanto estava na formatura da irmã

Gabriela Luna
Gabriela Luna
Publicado em 07/07/2022 às 11:00
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ARQUIVO PESSOAL
CRIME BRUTAL Beatriz Mota foi assassinada a facadas durante uma festa no colégio onde estudava, em 2015 - FOTO: ARQUIVO PESSOAL
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Após mais de seis anos, a Polícia Civil de Pernambuco concluiu as investigações do assassinato de Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, em Petrolina, no Sertão. O caso ocorreu no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. O suspeito, identificado como Marcelo da Silva, de 40 anos, confessou o crime e foi indiciado por homicídio qualificado.

De acordo com a Ronda JC, na última segunda-feira (04) a conclusão do inquérito foi remetida ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Agora, a análise do caso e a decisão de concordar com a conclusão da polícia e denunciar o suspeito por homicídio qualificado ou pedir mais diligências caberá aos promotores de Justiça responsáveis. O MPPE pode ainda decidir por mudar a tipificação penal, antes de enviar o processo à Justiça.

"Vale ressaltar que o procedimento segue sob segredo de Justiça e, por isso, não podem ainda ser fornecidos maiores dados sobre as investigações", informou, em nota, a Polícia Civil de Pernambuco.

No entanto, em janeiro de 2022, mesmo com o caso sob segredo de justiça, a Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgou a descoberta do suspeito e dados sobre ele, numa coletiva de imprensa.

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INVESTIGAÇÃO

A descoberta do suspeito ocorreu duas semanas após os pais de Beatriz caminharem por 23 dias, de Petrolina até o Recife, para cobrar justiça. A caminhada teve repercussão nacional e expôs a demora da polícia para solucionar o crime.

Segundo a polícia, o suspeito de entrar no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora e assassinar a facadas Beatriz foi reconhecido por meio do cruzamento de DNA, a partir das amostras coletadas na faca usada no crime, que ocorreu em dezembro de 2015.

Após o resultado ser positivo, os delegados foram ao presídio onde o suspeito cumpre pena por outros crimes e, em depoimento gravado, ele confessou ser o autor da morte de Beatriz.

"Ela olhou para a minha perna, eu estava sentado. Ela olhou e disse: 'você está armado aí, é uma faca'. Ela ficou com medo, se intimidou. Eu disse desse jeito: 'cala a boca, fique caladinha, não saia enquanto vou embora, fique bem quietinha'. Ela começou a gritar. Eu, descontrolado, eu não sei nem onde é que estavam acontecendo as perfurações, o quarto era todo escuro", disse o suspeito.

CONCLUSÃO DO INQUÉRITO

Em nota oficial, o MPPE informou que "irá analisar com a maior brevidade possível, devido à quantidade de material produzido na investigação, observando a necessidade de apreciar com cautela e responsabilidade todo o inquérito, para as providências legais".

Lucinha Mota, mãe de Beatriz, publicou vídeo nas redes sociais comentando a conclusão do inquérito.

"Agora a gente vai aguardar o posicionamento do Ministério Público. espero sinceramente que não demore, porque estamos há mais de seis anos aguardando que a justiça seja feita. A gente espera agora celeridade", afirmou.

 

*Com informações da Ronda JC, por Raphael Guerra

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